Nostra istoria di amore... (scritto da me)

terça-feira, 22 de março de 2011



Primeiro semestre da faculdade. Aula de Arqueologia. Uma turma de cerca de 50 acadêmicos de vários semestres, um mais estranho que o outro, até porque estamos falando do curso de História  (afinal, para fazer História tem que ser um tanto quanto estranho, no mínimo). Uma professora (aqui tentarei ser imparcial, mesmo negando a existência da imparcialidade) como posso descrevê-la... Excêntrica?! Sei lá, quero, pelo menos hoje, testar a imparcialidade.

Cheguei na aula, atrasada como sempre (péssima característica que insiste em me acompanhar ainda hoje) e me envolvi na hora com o tema, embora deteste Arqueologia! (Quero deixar isso registrado)

No meio da aula, reparei num guri, blusão de trico cinza (grosso para suportar o frio) cabelos escuros e lisos, pele alva e muito compenetrado. A primeira dúvida que surgiu foi como ele podia prestar atenção numa aula chata daquelas, com uma professora que não se entendia nada do que falava (imparcialidade Cíntia, imparcialidade) sem se perder nos cochichos ou na aposta para saber qual a cor da calcinha da professora que circulava com uma saia balone e insistia em sentar na mesa, cruzar as pernas e saracotear na frente de todos (imparcialidade? o que é isso?)

Logo depois, percebi que tinha que saber o que estava pegando. Qual era a do moço... Então surgiu a oportunidade, um acampamento arqueológico. 

Eu como sempre fui louca por acampamento (???) e por Arqueologia (???) me ofereci à querida (???) professora para organizar.

Na lista que passei entre os colegas constava os seguintes tópicos para preenchimento: Nome, estado civil (???), se iria ao acampamento sozinhos ou acompanhados e se ficariam no alojamento ou em barracas.

A lista correu pelos colegas e cada vez que passava por determinado colega, uma das meninas corria até ele, pegava a lista e conferia as respostas, para depois fazer a lista voltar a circular (era uma terra sem dono, ninguém sabia o nome de ninguém).
Quanto chegou "naquele" menino, levantei,  e junto comigo uma outra colega, que pelo meu olhar voltou a sentar rapidamente. Fui até ele, descobri seu nome, seu estado civil (uhuu, solteiro) e que ele iria acampar com a turma.

E foi assim a primeira vez que vi Mestre Branco e azul... Depois dessa aula ele pediu transferência para outra turma, porque a calourada fazia muita bagunça (como assim???).

O acampamento nunca saiu, meu pai nunca me deixaria ir acampar com um bando de loucos num sítio Arqueológico e eu não ia organizar tudo para largar Mestre Branco às lobas. (Viram, num único post têm as provas de que eu sou totalmente parcial, manipuladora e egoísta).


Só fomos nos conhecer oficialmente anos depois, durante uma disputa do Diretório Acadêmico, em lados opostos, com uma série de discussões e acusações. Numa delas, disse com todas as letras (mais de pirraça, porque não tinha outra coisa para dizer que pudesse causar algum impacto naquele ser arrogante e debochado que estava a minha frente) que não iria comprar uma das camisetas que ele vendia porque ele ainda iria me dar uma de presente, e ele nem me deu bola. Para piorar, disse que ele ainda ia casar comigo. De onde saiu aquilo eu não sei, não gostava dele, tinha pegado birra e na época tinha namorado inclusive... Mas...

Um anos depois, ele foi a minha casa, com um amigo em comum, sem saber que era a mim que ia visitar. Depois daquele momento, foi só uma questão de tempo. Ele diz que foi ali que se apaixonou... Mal lembra ele que nossa história começou alguns anos antes...

Amore mio, già sono quindici anni de matrimonio. Ti amo,  più di ieri e meno di domani.


Cíntia (com o tal  blusão cinza) e Tiago, fevereiro de 1996, chá/churraco de panela.


Amanhã, a versão dele sobre nossa história...


P.S.¹: Detestava a professora de Arqueologia, um pouco se deve ao fato dela ter me chamado de rapariga, e eu, no auge dos meus 18 anos, com toda a petulância da juventude e só conhecendo o gauchês, achei o termo vulgar e ofensivo.

P.S.²: Ninguém estranhou quanto eu e as meninas colocamos o tópico estado civil na lista do acampamento. Os meninos nunca desconfiaram de nossas intenções. Como os homens são ingênuos. Detalhe, todos preencheram...

P.S³: Depois dessa visita a minha casa,  o espírito casamenteiro baixou em todos os colegas, que sempre davam um jeito de tentar nos juntar, mas antes que obtivessem êxito, muita briga e desencontros propositais rolaram, de minha parte, é claro, porque Mestre Branco e azul tinha que pagar a língua. Ele costumava dizer que comigo não dava para ter nada sério porque eu era muito louca... Vê se pode?! E olha que ele nem tinha idéia do que viria pela frente!

 


32 comentários:

Fernanda Reali postou o comentário de número:

Essa de perguntar oestado civil foi óteeeeema, ahaha isso porque era anos noventa, né, amiga!

Se fosse hoje,asa meninas teriam que perguntar aos meninos:

G, L ou S ahahaha

Amei a historinha, ameeei!
Beijooooo

Fernanda postou o comentário de número:

Nossa que história linda... a prova que os opostos se atraem...afinal ele achava que tu fazia bagunça!!!!
adorei....

beijos

Carla Farinazzi postou o comentário de número:

Oi Cíntia!

Poxa, que história bacana, adorei! O engraçado foi você pirraçá-lo profetizando, rsrsrs.

Beijos, parabéns a vocês dois

Carla

Maria Lúcia - Asas da Imaginação postou o comentário de número:

Ai Cíntia! Fiquei emocionada com esta linda, maluca e rebelde história de amor! Vocês formam um belo casal. Parabéns e que Deus abençoe vcs com muitos e muitos anos de união, amor e paz!
Beijos comemorativos! Rsrsrs.

MundomágicodaPri postou o comentário de número:

Adorei sua história, eu e marido também nos conhecemos numa sala de aula!!!
Obrigada pela visita e fico feliz em saber que vc também participará da hora do planeta.

Bethania postou o comentário de número:

Olá Cíntia, tudo bem?
Descobri seu blog por uma destas andanças na net durante alguma noite insone! Desde então me divirto com sua narrativa descontraída, parabéns!

Adorei (mais) esta história.


Incrível seria dizer que sinto íntima sua pelo simples fato de conhecer Sinop?(já morei no nortão de MT, hoje estou de volta a capital). Também li várias histórias suas aqui hahaha

Bjo

Mundo da Lili postou o comentário de número:

Mas que belas história!! Ai chega suspirei...=)

Silvia Mingardi postou o comentário de número:

Olá Cíntia... linda história... quando é pra ser... não tem como fugir... faz muito bem relembrar esses momentos...
Tenha uma linda semana...
Beijos!!!

Adriane postou o comentário de número:

Cintia!!! Adoreiiiii!!! Menina ... to apavorada com o seu Correiooooo a encomenda está parada desde o dia 14!!!!

Mil beijos com carinho!

Simone Artesanais postou o comentário de número:

Oi Cintia!!!!
Que historia de amor mais linda!!!!!
Se vc soubesse a minha daria muitas risadas!!!!
Que o amor de vcs dure uma eternidade!!!!!

beijos doces

Fer postou o comentário de número:

Hummm... que linda História de amor e ainda mostra os dotes italianos né?
kkkkkkkkkkkkk
Bjus

meu cachixo!!Recomeçar sempre postou o comentário de número:

Essa de perguntar se o cara era casado!!!e a Fernanda dizendo que hoje em dia se pergunta se é GLS..........KKKKKKKK é de matar de rirrr...que bonita estória...mas eles sempre tem o lado deles que nem sempre combinam com a nossa.....Quanto aquele papo nosso de sobreviver quero te contar que eu sai de São Paulo capital para o MS.....aí vc me entenderá pq me identifiquei com o sobreviver!!!!bjjjsss Mara Lúcia

Tina postou o comentário de número:

Que lindo Cintia!!!!!!
Amei a história de amor...agora estou ansiosa para ver a segunda parte desta postagem, lógico que quero saber a versão dele para esta história...
bjs
e
até amanhã
Tina (SONHAR E REALIZAR)

Viviane postou o comentário de número:

Oi Cintia,
que legal a história de vocês! E essa de passar a lista e saber estado civil é ótima e o olhar para a menina que estava se levantando para ver, hahahahaaaa... ela deve ter sido quase fulminada, rsrsrsrsrs...
Beijos!!!

Priscyla Rodrigues postou o comentário de número:

Oi Cintia...

Muito legal sua love story... E adoro o jeito bem humorado de escrever...
Agora essa idéia de estado civil foi cômica... Mais cômico foi o fato dos garotos preencherem sem questionarem... Homens são desligados demais mesmo.... Hahahaha

Bjoks

Flavinha postou o comentário de número:

Oi Cíntia!
Que lagal saber que você curte o românticas e o Maldosas!
E essa história, hien?
Dá pra notar toda a sua imparcialidade! kkkkkkkkkkkk
Essa de perguntar o estado civil foi ótima! por quê não pensei nisso antes?

janeladesonho.blogspot postou o comentário de número:

KKKKK Cintia tive que chamar a Yasmin para ler ... e ela pediu para fazer o coment então abaixo palavras da minha Princesa bjimmmm iluminado .



Cintia, minha amiga, é exatemente isso que eu ouço todos os dias na faculdade... pra fazer historia, tem que ter um parafuso a menos .... e tenho muito orgulho disso !espero conhecer um maluquete familia ( lógico mamys morre n´?) =D um bejo grande

yanne passos postou o comentário de número:

Cíntia,
Que história deliciosa e apesar de quase nunca admitir sou uma romântica incorregível. Revivi a minha própria história, quando bati o olho na minha "vítima" foi também na Faculdade, éramos calouros de Direito, eu soube naquele dia, que nós não saíriamos dali impunemente, quanto a ele, coitado, não imaginava nada. Meninos são realmente muitos ingênuos, não que nós sejamos maquiavélicas, diria, que somos mais intuitivas. E quando tem que ser, a gente até pode correr,seguir outros caminhos mas o encontro acaba sendo inevitável, eu pelo menos acredito nisso. Agora, vou aguardar a versão de Mestre Branco e azul. Mas deixo desde já votos sinceros de muitos anos de felicidade pra vocês.
Beijos

Teto Doce postou o comentário de número:

olá Cintia,

que bom que veio me conhecer e gostou do meu cantinho.

Pode copiar a ideia, funciona mesmo.

volte sempre.
bjos.

Rosana Remor postou o comentário de número:

Querida,estou voltando...passei pra te dar aquele abraço!!!Linda sua história de amore!!!Beijos!!!

Fran postou o comentário de número:

História de amor são sempre lindas.
Beijos

Adriana postou o comentário de número:

Ai, que história gostosa de recordar, e que amor lindo, hem?


PARABÉNS !!!!


BJUUUUS

Minha Mãe Sabia... postou o comentário de número:

Mas BAH TCHÊ, que rica história, imagina, a cretina da fefe, ia inventar alguma pros papis deixar ir pro acampamento, e ao mestre Branco, diga que não me venha com xurumélas, pois meu amigo com dna alien é a prova concreta de que com vc pode querer muitaaaaa coisa séria...amei a foto do blusão háá, nao te desfez dele né?
Beijos

Lola Sciwinzki postou o comentário de número:

Gente eu adorei.
Eu li o seu post e o post do seu marido.
E adoro essas histórias de como os casais se conheceram, como tudo começou.
Parabéns pelo aniversário de casamento.
Que vcs sejam muito felizes sempre.
E mega obrigada pela sua participação nos sorteios lá do bloguinho.
Ainda tem o sorteio do livro e na próxima segunda o último prêmio q é uma loucura.
Bjks querida.
Muitas felicidades sempre.

Bruno Mendes postou o comentário de número:

Cíííntia, ahahhaa adorei o post do Tiago e o teu!!

Parabéns, feliz aniversário de casamento pros dois!!

Beijos, Bruno!

Ana Maria ( Jeito de Casa ) postou o comentário de número:

ah ah ah Cintia

Adorei a história de vcs!!!!
Tu és maluquinha mesmo, que delícia!!!!
agora fiquei curiosa pra ver a versão dele... bju bju

Palavras Vagabundas postou o comentário de número:

Cintia,
li os dois posts adorei.
Conheci o meu marido na faculdade, brigamos muito e por fim fui a formatura grávida!rs
bjs
Jussara

calma que estou com pressa postou o comentário de número:

oi Cintia- ah ate te imagino no tempo da faculdade - oh tempo bom-
as declarações de amor estão contraditórias mas cheias de um amor - ah eu não vou abrir o jogo assim não ...mas lê-se claramente que vocês dois te um casamento maravilhoso-
isto mesmo amiga - o mestre (todos os homens) gostam de mulheres assim, cheia de atitudes, brabinhas, invocadinhas e mandonas - ops eu falei mandona - nãooo - sabem pedir com carinho...

agora as sortudas aqui da vez ganharam da Tânia - dorei o Lúcia Poderosa Klein- oh quem deraaa...
menina socorro o que eu faço ... vamos combinar de fazer igual - assim nós duas ganhamos -
bj
lu

Anita postou o comentário de número:

Cintia se eu ainda desejar felicidades ao casal vc aceita???? Menina essa semana que passou como disse o porteiro aqui: D.Ana como a senhora está sumida,...e eu respondi: É verdade, ando tão sumida que nem eu mesma me encontro, kkkk. Agora vou ler a versão do marido, bjsssssssssssss.

Fabiana Tardochi postou o comentário de número:

Eu vi que o post lá de cima estava no 4 capítulo, então vim para o começo da história, claro!
Agora só vou comentar no final da história, tá rssss. beijos

Carine postou o comentário de número:

Olá. Passeando pela blogosfera encontrei esse cantinho. Logo me encantei com essa história, porque lembra um pouco a minha:também conheci marido na faculdade, fizemos o mesmo curso e brigamos no início.
Ao ler a "versão dele" fiquei mais encantada ainda. Parabéns pela história, pelo amor e pela união.
Aproveitei para ler outras histórias,e gostei tanto daqui que estou seguindo.
Beijo.

Nathália (Ná) postou o comentário de número:

Cintia adorei a historia de amor de vocês, e eu respondo o que veio pela frente.... Um menino muito lindo e com DNA alienigena. Humn entendi agora de onde veio o DNA...rsrsrsrs.

Você co
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