Eu e minhas superstições

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Não sou uma pessoa influenciável (até parece), mas tenho problemas com as superstições.

Sei lá, acredito, desacreditando.  Tenho um magnetismo pelo oculto. Acho que é de tanto ouvir que deveria ler as entrelinhas, durante a graduação.

A questão é que eu acredito (desacreditando), mas acredito, e por isso, muitas vezes, viro motivo de chacota aqui em casa.

Como explicar para o Filho com DNA Alienígena que não se deixa sapatos e chinelos virados, porque a mãe morre, sem criar um trauma? Por conta disso, digo apenas que não gosto.

Como dizer para um menino de 5 anos, que adora assoviar, que não se assovia a noite, pois chama cobra, sem virar alvo de risadas?

E é assim que vou levando meus dias, entre o racional e pedagógico e o irracional e traumático.

O que motivou esse post mesmo? Ah, tá...

O Filho com DNA Alienígena tinha um gato. Tinha porque o gato sumiu enquanto eu viajava.
Então voltei para casa e desde então não me sinto nada bem, na realidade já estava passando mal em Cuiabá, com minha glicemia brincando de montanha russa.

Eis que chego em casa e recebo a notícia. Na mesma hora, um alerta disparou no meu inconsciente. Mas não comentei nada.

Acontece que  hoje, depois de 5 dias passando mal, reclamei para o Mestre Branco e azul. O diálogo foi mais ou menos assim:

Eu: Estou me sentindo tão estranha. Não me sinto nada bem...
Ele: Tens que marcar consulta e ver o que é.
Eu: Mas eu sei o que é.
Ele: Então o que é? Tens  que ver isso de uma vez!
Eu: É o sumiço do gato...
Ele: Eu não acredito que tu estás assim por causa do gato. Era só o que faltava. Nem de gato tu gostas!
Eu: Não é falta do gato, mas sim o que o sumiço dele representa. Quando o gato vai embora é porque alguém também vai.

É claro que a conversa acabou por aí. Eu com vergonha de ter revelado algo tão imaturo e sem sentido. E ele se segurando para não rir na minha cara.


Cintia Branco

P.S.1: Cinária, segundo a tradição popular (rsrs) não se presenteia com tesouras, facas e pimentas para não criar desavenças entre aquele que presenteia e o presenteado. No caso de ganhar, deve-se retribuir, na mesma hora, com uma moedinha.


3 comentários:

Bárbara Rezende postou o comentário de número:

Vc e seus posts engraçados... Fiquei rindo sozinha feito uma tonta dentro de casa, por isso que acabo perdendo o sono rsrsrsrs

Ah algumas crendices: não se pode passar molho de pimenta de mão em mão, minha mãe sempre me faz colocar sobre a mesa para a outroa pessoa pegar - NINGUÉM MERECE...

Ahhhh essa é boa caso o champagne (acho que escreve assim, sei lá) cair sob a mesa imediatamente passe os dedos e coloque atrás das orelhas como um perfume kkkkkkk não sei pra que serve!!!
E quanto a filhos com DNA alienígena tenho dois, uma que desde pequena (2 aninhos) diz que morremos e nascemos novamente e da próxima vez que VOLTAR quer ser minha filha novamente aiaiai eu mereço.

bjks querida e não fique assim não!!!

Tania Forti postou o comentário de número:

Oi, Cíntia, desse universo de crendices não entendo nadica de nada. Mamãe tinha uma para cada situação e eu nunca assimilei nenhuma delas. Mas e o gato afinal, voltou ou não?
Que bom que se animou com meu post. A natureza sempre me emociona também.
beijos

Cinária Mendes postou o comentário de número:

Cintia eu estava curiosa e com medo de saber a supertição da faca, tesoura e pimenta.Que alivio!!! Não tenho desavença com as pessoas que eu dei ou deram tais presentes,alias nos amamos.Não tenho supertição.Mamãe não gostava do sapato virado,mas não passei isto para meus filhos. Beijos

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