O ser historiador...

segunda-feira, 1 de março de 2010


Creio que existem estereótipos em todos os lugares e circunstâncias.  Nas profissões, não poderia ser diferente. 

Não sei se isso vem do imaginário coletivo ou dos tipos de grupos, ou para ser contemporânea, do tipo de tribo, que se forma ainda na faculdade. Sei lá...
Mas que existem estereótipos, isso existe.

O preconceito está lá, latente, porém presente. Constante. E traz consigo todo o peso que o olhar unilateral, vicioso e corrosivo tem.

Mas vamos amenizar,  antes que o Mestre Branco e azul me aplique uma dose de anti-rábica.
Vamos falar de uma coisa que eu conheço de sobra. O pré-conceito sobre os historiadores, ou melhor, a versão romântica sobre a profissão.

Todos acham que para ser historiador é necessário;
1º ser louco; (eu não sou!)
2º ter mania de perseguição; (capaz!!!)
3º ser materialista-dialético ou ainda, marxista-leninista-trotiskista-stalinista-esquerdista- anarquista ou qualquer "ista" que endosse sua posição perante o mundo capitalista; (Mestre Branco e azul é tão radical que também é gremISTA!)
4º vestir camiseta do Guevara ou qualquer utensílio que faça referência a Revolução Cubana. 

5º ser filiado ao PT, PSTU, PSOL, PCdoB (ou algo que o valha);
6º apoiar o MST (ocupar, resistir e produzir, uhuuu!) e já ter participado de invasões, passeatas e tomada de prédios públicos;
7º ter como livro de cabeceira o Manifesto Comunista e recitar capítulos inteiros do Kapital;
8º saber a Internacional Socialista de cor (Bem unidos façamos, nesta luta final, uma terra sem amos, a Internacional! Cruzes, me deu até um arrepio);
 Ledo engano.
Conhecem alguém assim? Eu não! Nunca vi mais gordo!



“Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás.”



Ernesto Che Guevara


Certa vez, numa entrevista coletiva, um jornalista perguntou ao Che o que era mais importante na guerrilha. Ele esperava considerações estratégicas ou políticas, mas o Che respondeu simplesmente: "as botas."

Todo mundo riu. Mas não era brincadeira. Guevara explicou, didaticamente, que manter as botas em bom estado era fundamental para a sobrevivência do guerrilheiro.
Quando foi capturado na Bolívia, o Che estava descalço.

Fonte:  http://joelbueno.blog.uol.com.br/


P.S.: Quando conheci o Mestre Branco e azul ele dava a maior pinta de Guevara. Nem preciso dizer que foi amor a primeira vista.


Cintia Branco

2 comentários:

Tiago Branco postou o comentário de número:

Devido a extensão deste comentário, ele será postado na integra em htpp://orkutdobranco.blogspot.com

"Ser Historiador:a condição da identidade"

A magia da ignorância se manifesta pela simplicidade de suas percepções, na inocência que revela um pouco da verdade...

Cintia Branco postou o comentário de número:

É por essa, e outras... Que sou louca pelo Mestre Branco e azul.

Você co
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