O guri não dorme, desmaia.

terça-feira, 16 de março de 2010




Fazer o Filho com DNA Alienígena dormir sempre foi um desafio.  


Quando achamos que ele não tem mais força para resistir, ele levanta a cabeça e dispara a falar coisas que, para ele, são urgentes. E então quando interrompemos, somos acusados (por ele) de estar judiando do gurizinho.


“Ah, mãe! Agora eu não posso nem falar?!”


Mas encontramos uma solução!
Pelo menos era isso em que acreditávamos...


Adotamos a prática de rezar toda a noite com ele, antes de fazê-lo dormir.


Não que sejamos católicos praticantes, pelo contrário, mas um Pai Nosso e uma Ave Maria sempre surtiu efeito com o Filho com DNA Alienígena, desde quando estava na barriga.


As orações vêm ajudando a fazê-lo  descansar, diminui o ritmo. Até alguns dias atrás...



Percebi que de um tempo para cá, constantemente, em uma determinada parte da oração, ele desatava a rir. É Claro que no princípio o repreendi. Expliquei que era uma oportunidade para ele conversar com o Papai do Céu, que tinha que ter respeito pelo momento, coisas desse tipo. Mas, nada...



Cada noite se repetia a mesma novela. Até que ontem ele não agüentou e caiu na risada na metade da oração. Fiz cara feia. Emendei meu olhar de mãe-bruxa-vou-te-bater-moleque, mas não teve jeito, ele mal podia se conter.


Acabada a  oração,  perguntei o que tinha de tão engraçado e ele me respondeu na maior inocência:


“Mãe é que eu acho um maior barato essa oração!”


E eu, neste momento, já apavorada, temendo o que estava por vir...


“Mas o que tem de legal na oração meu filho?” Me preparando para não transparecer quando a resposta viesse, tentando manter a psicologia de boa mãe.


“É muito legal essa história da Maria das risadas!” 


COMO ASSIM? 


“Essa história da Maria ficar fazendo graça, mãe!”


Percebi,  no momento que expliquei para ele que não era bem assim, todo o desapontamento que a revelação tinha causado.

Como havia perdido o sentido, pelo menos para o mundo infantil em que ele vive.


Mas mesmo assim ele não se entregou. Olhou para mim, com os olhos já  fechando de sono e disse:



“Não sei não, mãe... Quando o pai chegar, me acorda, por favor, que eu vou pedir para ele te explicar, porque pelo visto você não entendeu direito a oração!”

 Cintia Branco

3 comentários:

josie postou o comentário de número:

Oi Cintia,
vc já ouviu falar em crianças indigo?!
Se vc é uma pessoa que acredita "em algo +" pesquise sobre isso e passará dizer que tem uma jóia nas mãos, mas só faça isso se estiver preparada pra assumir ainda mais responsabilidade como mãe educadora que devemos ser.
bjs

Cintia Branco postou o comentário de número:

Josie,

Já ouvi falar sim, há muito tempo. Mas, como você mesma citou, não sei se estou preparada para lidar com algo tão especial.O grande problema que vejo é que a criança é índigo, mas os pais não, então ainda tenho um longo caminho pela frente, só espero não estar fazendo muita coisa errada.
Beijos

Você co
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