Louca de pedra

terça-feira, 23 de março de 2010

O bom de ser considerada louca é que as pessoas acreditam que você pode fazer tudo aquilo a que se propõe. 

Algumas pessoas acham que o ser "louco" é uma criatura especial, um romântico incorrigível, um deslumbrado, um iludido, aquele que acredita que o copo está sempre meio cheio, e coisas desse tipo. E por essa razão não discordam (sabem que não adianta), às vezes até incentivam as loucuras propostas. 

No meu caso não é nada disso, quero mesmo é barbarizar, romper com as amarrar, abalar  a  estrutura, por puro deleite em ver a cara dos mais conservadores (brincadeirinha, nem sou louca).

Aqui em casa, o Filho com DNA Alienígena já entrou na onda, coitadinho. Ele acha que a mãe dele pode tudo, que tudo a mãe dá um jeito. Geralmente, ele e o pai bolam as loucuras e cabe a mim executá-las. Algo do tipo: "Ah, isso é moleza, a  mãe consegue"!

Teve uma vez que,  em uma festa a fantasia na escola,  o Filho com DNA Alienígena quis ir com uma fantasia especial. Pensaram em algum herói? Homem Aranha, Batman? Que nada, ele queria era ir fantasiado de pulga, isso mesmo, PULGA!

Procurei na internet fantasia de pulga e é claro que não tinha. Qual a mãe que vai fantasiar o filho de pulga? Só se for louca!!!

Pensa no dilema: criança querendo a fantasia de pulga, sem fantasia para vender, uma mãe  apavorada e um pai motivador (Vai, você consegue! Isso é moleza,! Você já conseguiu fazer coisas piores!).

Mas isso não é problema, porque a mãe resolve! (não é assim? - Na realidade adoro isso, me sinto como uma heroína).

Então lá fui eu costurar, sem  máquina de costura, uma fantasia de pulga.  Foram várias horas  entre concepção e execução, porque afinal de contas, já que era para fazer uma pulga, tinha que ser A pulga. (quanta ingenuidade!!!)

Consegui, costurando a mão, fazer a fantasia. É claro que ficou apertada, mas o Filho com DNA Alienígena disse que nunca tinha visto uma pulga tão perfeita em toda sua vida. Ou seja, valeu a pena!









Até quando  conseguirei manter essa farsa? E quando ele descobrir que a mãe nada resolve? 

Tudo bem, não vou me preocupar com isso até chegar a hora. Mas vou começar uma poupança para pagar a terapia do moleque, porque com uma mãe assim, doida de pedra, ele, com certeza,  vai precisar.


Cintia Branco

1 comentários:

Drinha... postou o comentário de número:

Que pulguinha mais bonitinha!!!!
E que mãe mais criativa!!!!!

Você co
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