domingo, 7 de março de 2010

Então tá, né...

Pleno domingo...



Dormi até tarde (tarde mesmo, nem vou falar se não vão pensar mal de mim);





Muita coisa para fazer (quatro projetos para lançar na plataforma Sigproj até amanhã);






Roupas para lavar;






Casa para ajeitar;





Sem conseguir me mexer direito, porque achei que andar uma hora na piscina não iria surtir efeito algum, que iria ser molezinha;





Animais de estimação exigindo um agrado, nem que seja um pedaço de pão dormido seguido de afago na cabeça;





Oito quilômetros para andar;





Filho com DNA Alienígena todo disposto e querendo treinar golpes de judô em mim, porque segundo ele, a mãe não é uma menininha que não pode isso ou aquilo, que tem que ser tudo rosinha, meigo, de coraçãozinho. Mãe é mãe, tem que agüentar o tranco;




Mestre Branco e azul fazendo mil agrados para ver se rola alguma coisa...

E eu aqui, pensando o que irei escrever sobre o Dia da Mulher, porque me propus a fazer vários tópicos sobre o tema (de onde tiro essas idéias), mostrando figuras legais, sem todo aquele peso político e, desculpe às pessoas de coração fraco, sexista da data, mas me deparando com a falta de tempo e/ou excesso de responsabilidade que toda a mulher acumula.


Mas vamos lá... Momento fala que eu te escuto... Amanhã serei uma mulher rechaçada...


Até que ponto toda a luta pela igualdade entre homens e mulheres valeu a pena?


Ainda hoje, nos pegamos amordaçadas nos velhos compromissos e pensamento, tentando equilibrar mil e uma tarefas, tendo que enfrentar a dupla, tripla, jornada de trabalho.


Lidando com a culpa de não sermos mulheres maravilhas, pois é humanamente impossível ser a esposa perfeita, a mãe perfeita, a ativista perfeita, a trabalhadora perfeita, a cidadã perfeita, a amiga perfeita,... Não é possível nem ser tudo isso ao mesmo tempo, quem dirá executar tudo com perfeição.


Valeu a pena todas as conquistas se nós não nos damos o direito de mudarmos? Se ainda queremos abraçar o mundo sozinhas? Se nos delegamos o fardo de carregar o mundo nas costas?


Temos que lutar sim, mas por uma nova mulher, aquela que aceite suas limitações e que veja nos outros um companheiro, não um rival.


Pronto, falei! Que venham as críticas...


Cintia Branco

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