Tudo é uma questão de saber de que lado você está

domingo, 17 de julho de 2016

Num mesmo lugar,  várias situações 
Numa mesma pessoa,  várias éticas.


Não comento muito sobre meu objeto de pesquisa porque acabo sempre tendo que justificar.  

Estou estudando a barbárie carcerária e não, não defendo bandido,  tampouco precisa acontecer  algo comigo ou com um familiar para pensar diferente,  enfim...

Daí estava eu nesse jantar - com pessoas boas, éticas e justas - e o assunto aparece e lá vai eu justificar.  


Acontece que hoje as pessoas não querem ouvir,  só  falar,  falar, falar. E por mais que eu tente falar, a pessoa continua a argumentar como se eu fosse a defensora de psicopatas.


Logo após, em outro assunto, uma amiga diz que  vai colar numa prova,  para não correr o risco de perder tudo o que já tinha feito. Eu que não sei quando ficar quieta,  digo que não precisa de um procedimento assim, é a pessoa que ficou me azucrinando antes, a incentiva, diz que tem que  ser assim mesmo,  que está correto. 

Passado uns minutos, alguns na mesa dizem sonegar o imposto de renda e quando eu digo que o meu e o do Mestre branco vem retido na fonte,  a dita cuja diz,  não reclama, o seu salário cai todo o mês... Como se eu não  trabalhasse por ele.


Enfim,  em poucos minutos  descobri que para algumas pessoas ninguém pode errar,  exceto ela,  que algumas pessoas tem direito  a prática de atos ilícitos e que eu tenho que pagar o pato e ficar quieta...

Prá acabar viu?!

Ele cresceu, mas nem tanto...

quinta-feira, 14 de julho de 2016


Felipe cresceu, está grande, tem rompantes de adolescência, está mudando a voz.

Não são poucas às vezes em que olho para ele e tenho que olhar novamente, porque não vejo meu gurizinho naquele rapaz ou me assusto do quanto mudou.

Na terça,  dei a ele um aparelho de barbear, pois até então usava o do Mestre Branco para raspar o bigode que diz não ter.

Como é algo cortante, sempre fiquei em dúvida se ele deveria ter o seu próprio ou não. 

Ele disse que não precisava, fez toda uma brincadeira, mas eu percebi que ele ficou faceiro.

Se é difícil para nós, imagina o quanto é para eles aceitarem a mudança.

Ontem olhei para ele e vi algo diferente, olhei novamente e percebi o que estava estranho...

Felipe estava sem as costeletas! E adivinha?! Tirou brincando com o novo aparelho de barbear!

Nessas horas, nem brigo, me dá um alento, pois vejo que ele cresceu, mas nem tanto.

Felipe e a poder de escolha

sábado, 16 de maio de 2015

Felipe conversando que só come bolo na escola, que é o melhor lanche disponível.  Porém...

-Mãe,  ano que vem será o melhor ano para comer na cantina! Poderemos escolher o que quisermos.  Teremos poder de escolha! Tudo estará liberado,  sem restrições.

- É filho, que legal! E o que você comerá?

- Bolo, é claro!

Entre pães e amigas

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015


A maturidade nos mostra que mesmo as coisas ruins tem um lado bom. 

E a história de como esse livro chegou até as minhas mãos é um exemplo.




Emprestei de uma pessoa, li em poucos dias e devolvi.


A mensagem do livro ficou gravada, forte, impactante, arrebatadora. A pessoa que me emprestou já não, pelo menos não de uma forma saudosa e acalentadora.

Como a essência do livro marcou, resolvi fazer uma brincadeira com amigas novas e de longa data.

Nos reunimos no final do ano passado, em Brasília, e aproveitando a oportunidade única comecei a procurar em todas as livrarias um exemplar. Para minha surpresa, estava esgotado.

Não satisfeita, procurei em Cuiabá. E eis que lá, perdido num monte de lançamentos, encontro nosso exemplar. Meu e das meninas.

Presenteei a todas com apenas um único livro. A ideia é que cada uma leia e no próximo encontro em Brasília, possamos conversar sobre o livro. Conversa essa regada a muita caipirinha e chopp.

As meninas toparam a brincadeira, porém a ideia é nos reunirmos antes.


A dedicatória. E com a leitura, cada uma das meninas colocará sua impressão.




Eu e as moçoilas: Mariazinha, eu, Andreia (a eterna Filósofa dos Esportes) Elizaine, Laura e Elaine (a Tia dos Ossinhos) no nosso encontrinho em Brasília.



O trauma da Casa Monstro

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015


Estamos aproveitando as férias em casa para assistirmos filmes, principalmente aqueles que já vimos trocentas vezes.


Ontem, convidei o Filhote para assistir a Casa Monstro.

- Não gosto desse filme, mãe!

Daí, para implicar, larguei:

- Agora só porque está grande não quer ver mais animação com a mãe?!


Mestre Branco percebendo minha gafe interferiu:

- Não lembra do que aconteceu?

Na hora já me deu um gelo, o que será que perdi?!

-Não!!! O que aconteceu?????

- O guri ficou chorando horas seguidas perguntando porque os pais deixaram o menino sozinho em casa!


Daí lembrei do desespero que foi para explicar que era um filme e tal, o que pouco resolveu, porque o moleque só ficava chorando, e chorando, e chorando. 




Até hoje o Filhote não fica em casa sozinho.  Casa Monstro explica!


Meu Didi

sábado, 10 de janeiro de 2015


Lembro como se fosse hoje.

Estávamos agoniadas, eu, com sete anos, e várias mulheres. Todas sem saber o que fazer.

Lembro de ir com uma delas até um orelhão, tentar a sorte e ver se obtínhamos notícias.

Mas nada... O tempo passou e creio que cada minuto ficava mais difícil a tarefa de me distrair.

Era umas cinco da tarde quando a porta abriu de uma vez só, o barulho dela batendo contra a parede ainda é claro. 

De repente, ele entra impetuosamente.

Não vê nada. Não vê ninguém.

Passa por todas as mulheres que perguntam sem parar. Ele nada diz.

Avança. Avança como se tivesse ainda em uma missão.

Se dirige para o quarto e se joga na cama. Atravessado. De braços abertos. Rindo sem parar. Gargalhando!

E enquanto todas nós esperávamos por notícias, ele diz:

- É um guri!

E foi assim que meu irmão se concretizou na minha vida.

Lembro alguns dias depois quando fomos buscá-los no hospital, ele e minha mãe.

Eu com sete anos não poderia entrar. Eu sabia. Dias tinham se passado desde o nascimento e eu ainda não o tinha visto.

Meu pai falou que tínhamos que levar flores para minha mãe e que eu deveria colocar um vestido branco. Não recordo se chegamos a levar as flores, mas eu estava de branco.

Quando entramos no elevador meu pai disse:

- Cíntia, se alguém perguntar você diz que é enfermeira e trabalha comigo.

Eu achando o máximo e acreditando que estávamos enganando alguém, entendi finalmente o porque do vestido branco. Naquele dia, eu era enfermeira, meu pai, médico e íamos finalmente levar meu irmão e minha mãe para casa.

Entrei e fiquei encantada com meu irmão. Meu pai, preocupado em me localizar na loucura toda, me deu uma tarefa.

- Cíntia, senta na cadeira e segura o mano enquanto eu ajudo a mãe. Não se preocupe, você é a nossa enfermeira.

E eu segurei e me apaixonei.



 Eu (o vestido branco) e meu irmão. 1982.


 Eu e ele. Cruz Alta. Nessa nem  precisa de teste de Carbono 14, o cabelo já diz que é década de 90!


 Ele e Felipe, Porto Alegre, creio que 2007... Essa foto tem uma história, não é atoa que ambos estão com esse sorrisão!

 Felipe, meu irmão e a Dinda Xumiguinha. Só na farra. Acho que em Porto Alegre...

Eu, Mestre Branco, minha mãe (isso, loira!) meu irmão e a Mi (tirando a foto). Sinop, creio que em 2009.

 Os dois guris dormindo. Pai e filho. Janeiro, 2015.

 Rickson e Antônio, novembro de 2014.

Parabéns meu Didi! Te amamos muito! Feliz Aniversário!



P.S.¹: Quando me deram aquele trocinho para segurar eu fiquei em pânico, olhei para suas mãozinhas e vi que estavam murchas, enrugadinhas,  pensei: - Meu irmão é velho, e agora?

P.S.²: Essa é uma memória que tenho, você não tem. Achei que era hora de registrar para que nunca esqueça do quanto te amamos e do quanto ele te amou e que você significou o mundo para ele.


Cantor

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015



- Cíntia (com 6 anos) o que o seu pai faz?
- Meu pai é cantor!

E foi bem assim, a professora da primeira série perguntou e eu na mesma hora respondi. 

Se fiquei decepcionada porque meu pai não era cantor?!

Nunca! Para mim ele sempre foi...

E até hoje quando escuto alguma música, é a voz dele que ouço!


Feliz uma barbaridade!

sábado, 13 de dezembro de 2014



Dias atrás me deparava com dúvidas:

1. Não cozinho na primeira verfura, será que dou conta?
2. Estou a muito tempo parada?
3. Tenho os meios e os caminhos necessários?
4. Enfrentarei jovens, com gás,  sem os perrengues da vida adulta, como darei conta?
4. Tenhos as condições  financeiras,  emocionais e psicológicas?
5. Como ficam meu filho e marido?
6. Eles merecem esse fator complicante e estressante?
7. E a história,  como a colocarei nessa nova trajetória?

Mas decidi dar um passo de cada vez, com apoio da família e de grandes amigos.

Nas horas que imaginava que o sistema venceria, me apegava ao apoio deles e nos exemplos da minha família.

Foi estressante, principalmente porque me era tirado o poder decisório,  não dependia apenas de mim.

Mas fui em frente.

Só esperava o resultado para dia 11 de dezembro,  porém,  para minha surpresa, ele saiu no dia 28 de novembro,  com um  anjo da guarda anunciando.

O impacto foi tremendo, não sabia para quem ligar (sabia, mas não me era possível) e com os outros com que queria partilhar, não me atendiam! Passado o choque inicial, consegui dar a notícia aos familiares e amigos, mas a ficha não havia caído.

No sábado comentei com o Mestre Branco e azul:

- Onde fui me meter?  O que estava pensando quando decidi? Como viajarei 500km,  uma vez por semana, durante um ano? De onde tirarei recursos?

Ele prontamente respondeu:

- Daremos um jeito.

Mas, mesmo assim,  o medo do desconhecido era maior. Até essa noite.

Sonhei e ouvia apenas uma voz:

-Parabéns minha filha! De você não esperava menos. Não se preocupe,  já passamos por coisas piores e tudo deu certo. Apenas lembre, independente das dificuldades,  independente das adversidades, apenas faça o seu melhor e isso bastará para o seu sucesso. Tenho orgulho de você!

E isso me mostrou o quanto longe já cheguei e que não devo ter medo, tudo dará certo.

Em março, para felicidade de muitos, inicio o mestrado em Política Social.


Obrigada de coração!

Sonambulismo

sábado, 22 de novembro de 2014


Aqui em casa, durante o dia,  até é bem tranquilo, ninguém para em casa.


O negócio bomba é a noite.

Primeiro que o volume dos ruídos aumentam vertiginosamente. Dois seres que falam como se o mundo fosse acabar e um terceiro, desatento,   surdo por conveniência,  se é que me entendem...

Mas até aí tudo bem. O problema surge mesmo quando dormimos.

Eu e Felipe conversamos,  rimos, caminhamos, entre outras coisas,  enquanto dormimos.

Mestre Branco e azul, apenas dorme! Feliz dele!

Numa noite dessas, Felipe foi parar na minha cama, dormindo. Disse para ele voltar para a cama dele. Tudo certo, perfeito!

Eis que acordamos pela manhã,  eu e o Mestre, e quem encontramos ao pé da cama, no chão,  deitado nos travesseiros,  sem nenhuma cobertinha, abandonado a própria sorte?!

Exatamente. Dormindo, o mandei voltar para cama. Dormindo, ele não chegou até lá.  Deitou onde imaginava ser seu quarto.

Agora imagina o peso no coração dessa mãe!

Ele?

Acordou tranquilo, brincando quando viu onde estava: 

-Ih, deu merda novamente, né mãe? !

Será que tem cura?

terça-feira, 18 de novembro de 2014


Definitivamente não dá para deixar botões perto de mim, principalmente quando se aperta e logo vem: "você tem certeza dessa operação? "

Gente, nem leio. 
Me jogo! 
Soa como uma afronta!

Onde já se viu, se eu apertei é porque eu quero! O botão é meu, aperto quando eu quiser!

Esses dias atrás apertei uma tecla básica e acabei com minha agenda telefônica...

Ontem apertei mais uma e apaguei minha lista de email...

Hoje novamente, e acabei com uma penca de downloads importantíssimo...

Onde é a tecla volta, fiz merda?!

P.S.1: Dias antes de apagar minha agenda telefônica recebi uma mensagem solicitando meu número,  porque a pessoa havia perdido sua agenda. Na mesma hora pensei: como alguém consegue apagar toda a agenda? Então,  nada como um dia após o outro!
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